quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Primeira Infância vem Primeiro: conheça essa iniciativa!

Direito, importância e necessidade. Essas são as características que compõem, atualmente, a situação da educação infantil no Brasil.

Estima-se que sejam necessários, atualmente, 4,2 milhões de vagas de creche no Brasil. Em outras palavras, será preciso investir cerca de R$ 21,3 bilhões em estabelecimentos de ensino para crianças de 0 a 3 anos.

Este cenário é a motivação para o lançamento do programa A Primeira Infância Vem Primeiro. Seu objetivo é contribuir para a efetivação dos direitos à educação, saúde e proteção das crianças de 0 a 6 anos no ambiente da educação infantil.

Creche para Todas as Crianças é a ação prioritária do programa, que é uma iniciativa da Fundação Abrinq em parceria institucional com o Instituto C&A. Será lançada oficialmente no próximo dia 4 de dezembro, em São Paulo.

A finalidade da ação Creche para Todas as Crianças é alavancar o apoio da sociedade civil para resolver uma demanda urgente: a oferta de atendimento de creche de qualidade para toda criança.

Conheça mais sobre essa iniciativa e participe! Acesse www.fundabrinq.org.br/primeirainfancia

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Professor não está preparado para alunos deficientes

Pesquisa do Ibope mostra que 96% deles se dizem sem condições e 87% afirmam nunca ter recebido treinamento

Maria Rehder e Naiana Oscar, JORNAL DA TARDE

No caminho para promover a inclusão de alunos especiais na rede pública brasileira dentro das escolas regulares, como defende o Ministério da Educação (MEC) e grupos de especialistas da área, há uma barreira essencial a ser superada: o treinamento do professor para receber e ensinar esse estudante. Pesquisa Ibope encomendada pela Fundação Victor Civita, obtida com exclusividade pela reportagem, revela que 96% dos professores da rede pública se dizem despreparados para a inclusão de alunos especiais e 87% deles nunca receberam nenhum treinamento para isso. Foram ouvidos 500 docentes, em uma amostra de todas as capitais.

“Há experiências maravilhosas de docentes que promovem a inclusão. Só que ainda temos redes de ensino e até escolas que não oferecem capacitação”, afirma Regina Scarpa, pedagoga da Fundação Victor Civita. Ela explica que o mais importante é garantir que o aluno especial aprenda os conteúdos do ensino fundamental. “Para isso o professor tem de estar preparado.” Nesse quesito, o conceito de inclusão precisa ser bem definido, e inclui muito mais do que manter o aluno dentro da sala de aula.

O tema tem recebido maior atenção de entidades não-governamentais que trabalham com a questão, inclusive pela proximidade de uma data especial: amanhã se comemora o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população do mundo a respeito do problema.

Em São Paulo, dos 250 mil professores da rede estadual de ensino, apenas 13.992 receberam capacitação para isso. A técnica do Serviço de Educação Especial da Secretaria Estadual de Educação, Marlene Machado, diz que o número é pequeno porque a capacitação é mais focada nos professores-coordenadores. “Eles são multiplicadores nas escolas.”

Para a professora das redes municipal e estadual Maria Senna do Nascimento, os profissionais das escolas públicas não estão preparados. Tanto que ela matriculou a filha de 18 anos, portadora de síndrome de Down, numa escola especial privada. “As escolas públicas têm muitos alunos por sala e nem todos professores recebem capacitação.”

FALHAS

A dona de casa Cleuza Aparecida, de 39 anos, e sua filha Pâmela, de 13, são outro exemplo dessa realidade. Matriculada na 3ª série da Escola Municipal de Ensino Infantil Alexandre de Gusmão, em Guaianases (zona leste), a menina, que tem um leve retardo mental, só podia freqüentar as aulas se a mãe estivesse junto. Foi uma ordem da direção, segundo Cleuza. “Fiquei meses com a Pâmela na sala. A professora nunca chegou perto da carteira”, conta a mãe.

Sem ter concluído o ensino fundamental, Cleuza Aparecida decidiu ensinar o que sabe para a filha, na própria casa. Ela identifica cores, canta músicas em inglês, mas não sabe nem ler nem escrever. “Prova de que minha filha tem capacidade.”

A dona de casa Tereza Torres da Silva, de 39 anos, também não gostou do atendimento dado para filha Angélica, de 7 anos, na Escola Estadual Itiro Muto, no Grajaú. Decidiu tirar a menina da escola. Mesmo sem entender das discussões sobre inclusão, Tereza viu que alguma coisa estava errada. Angélica não estava na turma regular. “Ela ficava numa sala só com crianças deficientes, bem maiores do que ela. Fiquei com medo”, disse a mãe.

A nova política do Ministério da Educação propõe que os alunos portadores de deficiência estudem em salas comuns - o que tem gerado diversos protestos, manifestos e abaixo-assinados por todo o País, organizados por grupos de apoio aos portadores de deficientes.

A Secretaria Estadual da Educação informou que Angélica estava em uma sala especial provisoriamente, até que conseguisse se adaptar. Na escola, entretanto, a informação era de que crianças com necessidades especiais são matriculadas nessas turmas e a “inclusão” ocorre nos intervalos e em festas. Na Emef João de Lima Paiva, alunos com deficiência ficam em salas comuns. Mas isso não faz da escola um bom exemplo, pois os professores faltam muito. A Secretaria Municipal de Educação justifica que na falta de professores a aula é suprida por outros educadores.

Regina Martins, professora de 3ª série da Emef Coronel Tenório de Brito (zona sul), porém, afirma que é possível fazer a inclusão de alunos deficientes na classe regular. “Dou aulas por agrupamento, mapeio as necessidades de cada aluno, mas essa didática só adquiri após 20 anos e por meio de uma capacitação. O problema é que nem todo professor é capacitado.”

Escola goiana é a melhor do país

Escola goiana é a melhor do país

A Escola Aprendizado Marista Padre Lancísio, de Silvânia, foi escolhida como a melhor escola do país e vai receber o Prêmio Gestão, concedido pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O prêmio foi anunciado na terça-feira, 27, na PUC de Curitiba. Escola conveniada, em processo de estadualização, ela oferece aulas em tempo integral das 7 às 17 horas, para 271 crianças, além de aulas complementares para 45 adolescentes e também educação infantil, totalizando 356 crianças. Dirigida pelo irmão Alexandre Lobo, a escola vai receber 10 mil reais, além dos 10 mil que recebeu na fase estadual. Também receberá 2 mil reais e uma coleção de vídeos educativos da Fundação Roberto Marinho.

Políticas públicas para a primeira infância




No último dia do fórum "Políticas para a Primeira Infância – Quebrando a Cadeia de Violência", alguns especialistas explicaram os diversos programas e ações públicas do governo voltados para as crianças de zero a seis anos no País. O Plenarinho traz um resumão desse debate para você:

Educação infantil

A representante do Ministério da Educação Rita Coelho disse que um dos tipos de violência mais graves é o desrespeito à educação infantil. De acordo com ela, o ministério está trabalhando para garantir o direito de estudar, principalmente às crianças de zero a três anos. A formação adequada de professores para o ensino infantil também é uma prioridade do ministério.
Ações integradas

Já Maria do Socorro Mota, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, lembrou que existem atualmente no Brasil 60 milhões de crianças e adolescentes (23 milhões deles com até seis anos de idade), e que o governo federal tem se esforçado para realizar ações integradas, em áreas diversas, como saúde e educação, que beneficiem essa faixa da população.
Bolsa Família e campanha de aleitamento materno
Mariana Lopez, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, explicou que o programa Bolsa Família, do governo federal, é um dos principais programas voltados para a família brasileira, responsável, segundo ela, inclusive pela redução do índice de miseráveis no País.
Já a representante do Ministério da Saúde Elsa Regina Giugliane disse que "o aleitamento materno é estrategicamente o instrumento que mais previne a morte infantil".
Com informações do Jornal do Senado

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Para refletir...

“Queridos filhos, cresçam como bons revolucionários. Lembrem-se que cada um de nós, sozinho, não vale nada. Sobretudo, sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa,
em qualquer parte do mundo. Esta é a qualidade
mais linda de um revolucionário”.
(Última carta de Che Guevara para seus filhos e filhas)